segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Fim

Agora uma fase que não esperava
Nem ao menos eu visava
Onde paramos era antes inexistente, indiferente, inconciente
Agora está tudo diferente
Nada é o mesmo, o mesmo não é nada
E o nada se aproxima
Agora, está tudo em pedaços
Residuos, vestigios, restos
Tudo parece agir como a gravidade
Derrubando, pesando, separando, não sustentando
Não há sustento
Alicerce, já houvera
Porém já foi abaixo
Com toda essa chuva,
Chuva de desencontros, 
Chuva do que há dentro de nós
Pequenas coisas que são grandes coisas
E juntas, enormes situações.
Não digo, não desminto
Sim fui feliz
Ainda sou
Em alguns momentos, algumas chances
Tento, assumo, eu tento, e faço
Porque além da chuva, há algo dentro
Algo que grita, mesmo que desesperadamente
De repente, ecoa, e lembro
Lembro de ontem, do ontem, do anterior
Aquilo que já passou
Haveria sustento nas lembranças?
Não seria isso comodidade?
Agora as coisas mudam tão repentinamente
Tenho muito medo, eu assumo, eu tenho
Me agrada mais a estabilidade
Estável na felicidade
Nada de altos e baixos
Certas coisas me dão nausea
Nauseas de tudo, 
De me fazer vomitar as verdades
as informidades, os tais desencontros, descordancias,
Desacordos, desvirtudes, destruindo
Desolando, deslocando
Nossas vidas para cada vez mais longe
Mesmo que inconscientemente
Na intimidade ainda mais longe,
Distante, o espaço vai se tornando maior
Aberto, vazio, branco, 
Tudo com o nada
E o nada se aproxima.
Eramos caos e solução,
Hoje só o caos nos restou.

Intensidade

Nós,
Tão complexo e tão fácil
Tão e iguais e tão diferentes
Horas bem, Horas mal
Nossos corpos não são perfeitos
Mas juntos são uma perfeição
Um abraço que se completa
Intensidade que transforma dois em um
É tão compreensível quanto inexplicável
No prazer,
Realmente imensurável
Horas e Problemas entram na amnésia infinita
E o êxtase do nosso amor
Uni nossas vidas
Nos torna o caos e a solução.

Borracha

O amor é como uma borracha
Quanto mais você tem que usa lo para apagar os erros
Ele vai se tornando menor e menor.

Tristeza

Queria chorar rios de lágrimas
Oceanos de tristeza
Universo de dor
Quão grande és sentimento que me afoga em mágoas
Coração como ancora me lança para o fundo do mar
Mar de depressão infinita.

Passagem

Enquanto isso vou caminhando,
Um caminho que não tem fim
Uma rua dentro de mim
Passo por ruas, vielas, vilas, vidas e temores
Levo comigo lembranças, sonhos vazios, e alguns amores.

Aqui dentro

Dentro do meu peito ecoa o silencio e a tristeza
Dentro do meu peito ardem as lembranças ainda frescas
Dentro do meu peito há uma dor inexplicável
Dentro do meu peito queima um coração de gelo.